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Cólicas em bebês: o que fazer para aliviá-las?

Uma queixa muito comum vinda das mães em consultas de puericultura (período de avaliação correspondente aos primeiros dois anos de vida da criança) é que seus filhos sofrem com cólicas.

Algumas considerações e dicas sobre as cólicas dos bebês

Nem sempre que um bebê chora está com cólicas ou com fome

Há inúmeras causas para um recém nascido chorar. Caso o choro cesse quando alguém o pega no colo e faz carinho, é sinal que não estava chorando nem de fome, nem de dor. Afinal esses sintomas não desaparecem magicamente ao toque. Pense comigo: o bebê ficou cerca de 9 meses dentro do útero da mãe, em um lugar aconchegante, quente e escuro. De repente ele vem ao mundo e tem que viver em um ambiente hostil, seco, claro, com barulho. Tudo o incomoda e algumas crianças possuem mais dificuldade de adaptação à vida extrauterina.

Causas mais comuns

Nos 4 primeiros meses de vida são mais comuns as cólicas, que são contrações involuntárias e incômodas do intestino do bebê. Há várias causas para isso ocorrer, sendo as principais:

– Imaturidade do sistema digestivo da criança. Por não possuírem ainda sua flora bacteriana intestinal desenvolvida, tem mais dificuldade em digerir o alimento (leite). Isso leca a maior fermentação, com formação de gases.

  • – Ao mamar, o bebê deglute também ar. Isso é ainda mais intenso naquelas crianças que mamam muito rapidamente. O ar ingerido deixará o abdome distendido (se você der leves batidinhas perceberá que a barriguinha da criança parece um tambor, algo oco, que são os gases).

Dicas para aliviar as cólicas

Alimentos para o bebê

– Faça o possível para dar apenas leite materno até os 6 meses de idade aos seus filhos Além de ter os nutrientes mais adequados a eles, desenvolve a relação mãe-filho de forma mais profunda. Também protege a criança de diversas doenças futuras e geralmente diminui a intensidade das cólicas.

– Jamais dê nenhum tipo de chá ao seu bebê. Outras mães, a avó, a vizinha provavelmente recomendarão diversas ervas, porém, além de não ter comprovação de eficácia, atrapalhará a absorção de nutrientes do leite pelo intestino da criança, inclusive do ferro, predispondo-a à anemia.

Manobras e massagens

– Caso suspeite de cólicas, o melhor a fazer é a massagem abdominal. Ela consiste em aprofundar dois ou três dedos, de forma delicada, em várias porções do abdome da criança (cuidado com as costelas!). Via de regra, elas ficam incomodadas no momento da massagem, mas pouco depois elas começarão a expelir gases e ficarão aliviadas. Outras opções são movimentos alternados ou simétricos com as pernas do bebê. Ou seja, flexione as coxas/joelhos da criança em direção à barriguinha.

– Dar um banho ou fazer uma compressa morna no abdômen do bebê às vezes também oferece alívio.

Posições que aliviam

– Coloque a criança “de bruços” sobre sua barriga. O peso dela sobre o abdome, associado ao calor do seu corpo, facilitará a eliminação dos gases.

– Após cada mamada, deixe a criança na vertical (em pé), por 20 ou 30 minutos. Ela “arrotará” e liberará o excesso de gases do estômago.

Medicamentos para cólicas

– Medicações como Simeticona/Dimeticona (Luftal) e ColiKids podem ser usadas em último caso. Apenas ofereça quando prescritas pelo médico responsável por seu filho. A simeticona é uma facilitadora de eliminação de gases pela boca ou pelo ânus. Já o Colikids é um suplemento de probióticos (microorganismos benéficos que farão parte da flora intestinal do bebê, repondo a carência normal nos primeiros meses de vida).

Vale dizer que não há comprovação que os alimentos ingeridos pela mãe podem intensificar as cólicas nos seus filhos. Porém, se notar relação de algum alimento que ingere e essas cólicas, evite-o. De forma geral, faça refeições frequentes, leves e saudáveis, com frutas e verduras e evitando excesso de produtos industrializados, condimentos, gorduras e proteínas.

Autor: Dr Wésley de Sousa Câmara
01/2018

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