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Glaucoma: a doença silenciosa que pode cegar

Afinal, o que é o glaucoma?

É um nome genérico para referir-se a vários problemas que aumentam a pressão intra-ocular (embora existam outros tipos da doença), danificando o nervo óptico. O glaucoma não tem cura, atinge 2% a 4% da população acima dos 40 anos de idade (cerca de 900 mil brasileiros) e pode levar à cegueira irreversível, se não tratado corretamente.

Exemplo de uma visão normal e de uma visão com glaucoma avançado:

mulher de biquini de costas na praia para surfar
Campo visual de quem tem visão normal.
campo visual de quem tem glaucoma
Campo visual de quem tem glaucoma avançado.

Isso mesmo, não é por “malícia” que alguém com glaucoma veria só o bumbum da moça. O campo de visão dessa pessoa seria restrito apenas a essa área central, realmente.

Há mais de 40 subtipos da doença, sendo que assolam principalmente a população negra. Outros fatores de risco são: diabetes, hipertensão, obesidade, sedentarismo e casos na família (componente hereditário).

Diagnóstico

Para o diagnóstico do glaucoma alguns exames devem ser realizados. Um deles é a tomada da pressão intra-ocular. Outro, o exame de fundo de olho para avaliar se existe lesão do nervo óptico. Em seguida haverá um exame para classificar o tipo de glaucoma, além o teste de campo visual para avaliar se há perda desse campo.

O diagnóstico precoce é importante, pois o glaucoma progride lentamente e é a doença que mais cega (de forma irreversível) no mundo. Vale destacar que o glaucoma geralmente é assintomático no início, portanto, deve-se realizar exames oftalmológicos periódicos, principalmente nas pessoas do grupo de risco.

Tratamento

Os tratamentos mais comuns são: colírios (que diminuem a pressão ocular), comprimidos ou cirurgias (nos casos em que os medicamentos não foram eficientes).

QUAIS MEDICAMENTOS UMA PESSOA COM GLAUCOMA NÃO PODE UTILIZAR?

Antes de responder a essa pergunta, deve-se deixar claro que todas as pessoas com essa doença devem ser avaliadas em relação à possibilidade da causa ter sido o uso de algumas das medicações que serão citadas a seguir.

Pois bem. Nos pacientes com esse problema, as medicações abaixo são contraindicadas (salvo sob avaliação médica de risco-benefício), principalmente em se tratando de glaucoma de ângulo estreito/fechado, pelo risco de desencadearem crises agudas, transitórias ou permanentes:

AGENTES ADRENÉRGICOS

Fenilefrina (comum em procedimentos oculares); efedrina e pseudoefedrina (“antigripais”); nafazolina (usado como descongestionante e em sangramento nasal); adrenalina (usado em “choques”, como emergência); antihipertensivos (como clonidina, alfa-metildopa), Salbutamol e terbutalina (broncodilatadores);

AGENTES COLINÉRGICOS

Pilocarpina (só deve ser usado se prescrito cuidadosamente pelo seu oftalmologista, pois embora seja usada em glaucoma, paradoxalmente pode piorar alguns casos).

AGENTES ANTICOLINÉRGICOS

Ipratrópio (muito usado em inalações, junto com Fenoterol); tropicamida (colírio); atropina (usado em algumas arritmias cardíacas); antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos (nor/amitriptilina, imipramina, mirtazapina…); Inibidores da recaptação de serotonina (paroxetina, venlafaxina, citalopram e escitalopram) tem menos efeitos e menor risco, mas também há relatos de problemas relacionados a essas medicações. Os chamados antagonistas de receptores H1 e H2 (como dexclorfeniramina, ranitidina, cimetidina) tem também menor risco, porém não estão descartados.

DERIVADOS DA SULFA

Antimicrobianos como tetraciclina e sulfametoxazol-trimetoprim; Antihipertensivos como hidroclototiazida e hidralazina; outros medicamentos, como topiramato e prometazina.

DROGAS E MEDICAMENTOS DIVERSOS

Vários outros fármacos estão relacionados ao problema, como: toxina botulínica (embora rara); superdose de anticoagulantes (como heparina e Varfarina); Sibutramina; bupropiona (usado na depressão e no tabagismo). Corticoides (sejam colírios, inalatórios ou de uso oral); Medicamentos como Metilfenidato e anfetaminas, somente podem ser usadas com cuidado e acompanhamento rigoroso. Importante citar que um risco grande de desencadear crises agudas ocorre quando uma pessoa em uso de um betabloqueador (timolol, propanolol, atenolol, metoprolol…) interrompe ou suspende esse uso.
Drogas como LSD, cocaína, ecstasy e maconha também podem provocar glaucoma agudo.

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma = 26 de maio

Por ser uma doença pouco divulgada, poucas pessoas tem conhecimento de sua gravidade. Muitos indivíduos acometidos com esse problema não realizam o tratamento recomendado, podendo sofrer no futuro com uma cegueira irreversível.

Se você tem essa alteração ocular (ou conhece alguém que tenha), entenda a importância de usar corretamente o colírio ou o medicamento indicado pelo médico, pois, embora a doença não possa ser curada, pode, pelo menos, ser estabilizada quando tratada a tempo.

Autor: Dr Wésley de Sousa Câmara 

Referências:
http://www.ibc.gov.br/?itemid=118
http://www.glaucoma.org/
http://www.abrag.com.br/inical.htm
http://ioc.med.br/quais-os-medicamentos-contraindicados-no-glaucoma/
GOUVEIA, E.B.; Fármacos que induzem glaucoma agudo. Rev Bras Clin Med 2010;8(3):238-45

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