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Saúde a Fundo
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Doença hemorroidária (hemorroidas)

     A doença hemorroidária, conhecida como “hemorroidas”, é fruto da dilatação excessiva de veias da região anal, conhecidas em conjunto como “plexo hemorroidário”.

Causas das hemorroidas

     Pode ser genética ou provocada por maus hábitos alimentares, sedentarismo, baixo consumo de água e constipação intestinal (“prisão de ventre”). Porém, em muitos casos a causa é ainda desconhecida e até mesmo os fatores acima geralmente não podem ser suficientes para, sozinhos, causarem o problema. Vale dizer ficar muito sentado ou em pé, comer pimenta e praticar sexo anal não causam hemorroidas, porém podem agravá-las e gerar sangramento caso já existam.

Sintomas

     Dependem do grau da doença, mas no geral são: sangramento anal durante ou logo após a evacuação (principalmente após grande esforço para defecar e/ou diarreia); prurido (coceira) anal; surgimento de um nódulo (“caroço”) no ânus, que representa um prolapso hemorroidário (saída anormal do plexo de sua posição).  A dor poucas vezes está presente, só ocorrendo quando ocorre uma trombose na região, porém quando aparece, geralmente é intensa e contínua, às vezes até impossibilitando a pessoa de se sentar e se movimentar.

Diagnóstico

     Geralmente é clínico, sem a necessidade de exames complementares, porém o paciente, após esse diagnóstico deve sempre passar pelo especialista para realizar a anuscopia, toque retal e, eventualmente (em casos de sangramento), retosigmoidoscopia/colonoscopia para avaliar outras causas de hemorragias digestivas baixas.

Diagnóstico diferencial

     Não podem ser confundidas com lesões verrucosas (como pelo HPV), com plicomas (espessamento de pregas de pele na região anal), com abscessos (acúmulo de pus) ou fissuras (“cortes”) anais ou mesmo com tumores (malignos ou benignos).

Classificação

     Podem ser internas, externas ou mistas. As externas geralmente nem são consideradas doenças, a menos que causem sintomas. Já as internas são divididas em primeiro grau (quando no máximo sangram), as de segundo grau (quando se exteriorizam ao evacuar, mas regridem logo em seguida), as de terceiro grau (quando se exteriorizam ao fazer esforço e exigem colocá-las de volta em sua posição com o dedo, pois não retornam sozinhas) e as de quarto grau, que não retornam nem com manobras manuais.

Tratamento

 – Nas assintomáticas ou de grau 1 e 2, geralmente uma higiene e dieta adequadas são suficientes. Consumir fibras e ingerir muito líquido facilitam a saída das fezes e evitam que o problema se agrave.

– Quem tem hemorroidas não pode fazer nenhum esforço ao evacuar e alguns laxantes (óleo mineral, lactulose…) são até prescritos para uso eventual pelo médico, a fim de evitar complicações.

– No caso de prurido anal (além de descartar outras causas, como verminoses), um creme de corticoide (como dexametasona) pode ser prescrito.

– Quando há dor, é comum o uso (com prescrição médica) de anestésico tópico (como lidocaína), analgésicos(como dipirona ou paracetamol) e anti-inflamatórios não hormonais (como diclofenaco, nimesulida ou ibuprofeno). Ademais, banhos de assento com água morna também aliviam os sintomas.

– O uso, por alguns dias, de antivaricosos orais como a associação Diosmina + Hesperidina (Daflon®, Venaflon®) ou tópicos como a associação Cumarina + Heparina (Venalot H®) é comum e muitas vezes alivia muito os sintomas.

– Quando não há resposta ao tratamento clínico ou quando já há indicação cirúrgica (geralmente grau 3 e 4 e/ou quando há trombose hemorroidária) o especialista decide entre o tipo de procedimento. Nos graus 1 e 2, quando necessária, é feita a ligadura elástica, em ambulatório, que não precisa nem de anestesia. Essa ligadura externa impede a circulação na região, fazendo com que a “hemorroida” necrose (morra), seque e caia em alguns dias. Nos graus 2 e 3 pode ser feito o grampeamento, que é a recolocação do plexo no seu devido lugar, porém tem maior probabilidade de reincidência do problema. Já no grau 4 e em boa parte dos casos de grau 3 é feita a cirurgia clássica de hemorroidectomia.

Dicas

– Evitar uso de papel higiênico, principalmente nas de 3º e 4º graus, pois podem gerar inflamação, dor e sangramento. Então, após a evacuação, preferira lavar delicadamente a região.

Autor: Dr Wésley de Sousa Câmara
01/2018

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