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Infecção do trato urinário (“infecção de urina”)

     “Infecção de urina” é uma expressão popular do termo “infecção do trato urinário” (sigla ITU). Pode afetar apenas a parte baixa do aparelho urinário (que é a cistite, acometendo a bexiga) ou “subir” e afetar os rins, como na pielonefrite, que é mais grave.

Quando suspeitar de infecção de urina?

     Se tiver dor ao urinar; se tiver que urinar toda hora, com saída de pouca urina; se de repente não mais conseguir segurar a urina; se tiver que acordar várias vezes à noite para urinar; se tiver dor na barriga (abaixo do umbigo); se a urina ficar mais escura ou com cheiro diferente; se tiver sangramento visível na urina.

Quem tem mais risco de ter infecção urinária?

     As mulheres (devido a forma e localização do seu aparelho genital e urinário). Além disso, independentemente do sexo, é mais comum a infecção surgir em quem tem diabetes, insuficiência renal, anormalidades ou obstruções no aparelho urinário. Também é mais comum em transplantados de rim, em quem tem “pedras nos rins” ou em outros locais do aparelho urinário (urolitíase), em imunossuprimidos (pessoas com HIV e quem faz quimioterapia ou toma corticoides em altas doses ou por tempo prolongado), em quem usa cateter/sonda vesical, em idosos e em grávidas.

Precisa de exame de urina para diagnosticar?

     Se você for mulher jovem e saudável, sem alterações no aparelho urinário, o médico diagnostica apenas com uma conversa (anamnese) e exame físico, sem precisar de exames de imagem ou de urina (a menos que apresente sinais de complicação). Se for idosa (o), se for homem, se tiver doenças crônicas (como diabetes), o diagnóstico é feito com exame de urina e algumas vezes, associado ao hemograma. Só em suspeita de complicações graves se usa ultrassonografia ou tomografia computadorizada.

Doenças que podem ser confundidas com infecção urinária

     Pedra nos rins (ou em outros locais do aparelho urinário), doença inflamatória pélvica, infecções na uretra ou no epidídimo (que fica acima do testículo), infecções na próstata ou na vagina. Também as anormalidades da uretra e a chamada “síndrome da bexiga neurogênica”.

Qual o tratamento?

     Diante de uma infecção urinária, o médico prescreverá um antimicrobiano (“antibiótico”), de acordo com a bactéria provável que está causando o problema. O tempo de tratamento depende do antibiótico escolhido e do paciente. Obs: não há garantia que um “antibiótico” funcionará contra uma infecção urinária (algumas bactérias são resistentes a alguns antibióticos). A probabilidade de acerto no aumenta quando o antimicrobiano é escolhido após realizar o exame de urocultura com antibiograma. Eventualmente, se preciso, o médico precisará prescrever outro medicamento para o paciente, após um não ter funcionado bem.

     Os antimicrobianos mais comuns usados em infecções do trato urinário são: Norfloxacino, Sulfametoxazol+Trimetroprima (Bactrim®), Nitrofurantoína (Macrodantina®), Fosfomicina (Monuril®), Ciprofloxacino, Levofloxacino. Cefalexina apresenta eficácia mais baixa, porém, juntamente com Amoxicilina, Fosfomicina e Nitrofurantoína são opções para gestantes.

ORIENTAÇÕES GERAIS PRA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO URINÁRIA

– Ingerir bastante líquidos (mínimo 2 litros ao dia) e urinar sempre que houver vontade (não ficar “segurando”).

– Urinar antes e após as relações sexuais.

– Não reter a urina. Deu vontade de urinar, vá!

– Evitar usar “espermicidas” e “diafragma” (métodos anticoncepcionais não adequados).

– Evitar banhos frequentes de espuma/banheiras.

– Não realizar ducha vaginal após as relações sexuais. Apenas tomar banho normalmente, não lavando internamente a área genital.

– Não lavar as partes íntimas várias vezes ao dia (apenas 1 ou no máximo 2 vezes é o recomendado).

– Usar de preferência sabonete íntimo ou neutro na área genital.

– Suco de Cranberry (ou suplementação em cápsulas) é comprovadamente eficaz para prevenir infecção urinária.

– Suplemento de lactobacilos pode também ajudar na prevenção.

– Fazer higiene adequada dos órgãos genitais (lavar-se após evacuar ou, pelo menos, limpar bem, sempre no sentido da frente para trás – da vagina em direção ao ânus, para não levar bactérias para a vagina e uretra).

Autor: Dr Wésley de Sousa Câmara
2016

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