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Tricomoníase – sexualmente transmissível, sim!

A tricomoníase é uma das infecções (doenças) sexualmente transmissíveis (ISTs, antigamente chamadas DSTs) mais comuns no mundo. Causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, atinge homens e mulheres, principalmente em idade reprodutiva, sendo mais abundante entre as camadas sociais mais baixas.

Indivíduos com Tricomoníase tem uma maior predisposição a se infectarem com outras doenças/micro-organismos, como gonorreia, herpes simples, clamídia (bactéria) e HIV.

Pontos principais sobre a tricomoníase

Transmissão

     Esse protozoário sobrevive duas horas em ambiente úmido (fora do corpo), três horas na urina e seis horas no sêmen, portanto,  nesse período pode ser passado de uma pessoa à outra, através de:

– Contato com vaso sanitário ou assentos (cadeiras, bancos) contaminados

– Compartilhamento de roupas íntimas, de toalhas de banho e de roupas de cama

     Bebês podem aspirar o protozoário (caso a mãe esteja infectada) no momento do parto, provocando pneumonia. Podem ainda ter seu sistema urogenital infectado no momento da passagem pela vagina (em partos “normais”) e desenvolver a doença no futuro.
Porém, sem dúvida, a principal forma de contágio é através de contato com as secreções uretrais e vaginais, ou seja, transmissão por contato sexual.

Sinais e sintomas

– No homem: Geralmente o homem não apresenta sintomas, embora possa transmitir a doença. Quando ocorrem, são: uretrite (infecção na uretra) com corrimento leitoso ou purulento (mais comum no período da manhã). Pode ainda ocorrer prurido (coceira) uretral e desconforto ao urinar. Em casos ainda mais raros podem ocorrer complicações, tais como: balanopostite (inflamação na glande e no prepúcio do pênis), prostatite, cistite (inflamação na bexiga) e infertilidade transitória (desaparece após o tratamento).

– Na mulher: Quase 30 % das infectadas são assintomáticas; os 70 % restantes desenvolvem sintomas diversos:  corrimento vaginal espumoso, mal cheiroso, claro ou amarelo-esverdeado; desconforto ao urinar ou durante as relações sexuais; leve inchaço, vermelhidão e prurido na vulva. Os sintomas são mais acentuados durante a gravidez e nas mulheres que tomam anticoncepcionais orais. Em gestantes podem ocorrer complicações (abortos, parto prematuro), e em algumas mulheres pode levar à infertilidade permanente (devido à lesão e cicatriz causada nas tubas uterinas, o que impossibilita a passagem do “óvulo”).

tricomoníase na vagina
Um dos aspectos do corrimento vaginal na tricomoníase (recomendado clicar para visualizar a imagem apenas se tiver 18 anos ou mais)

– Em crianças: Raramente ocorrem sintomas na criança, embora ela também possa ser infectada. O protozoário fica alojado no organismo e apenas “se manifesta” após a puberdade, pois ele é sensível aos hormônios sexuais (na infância o nível hormonal está baixo). Caso ocorra algum sintoma, será o corrimento vaginal/uretral.

Diagnóstico

     No homem, geralmente é “por tabela”, pois como quase sempre não apresenta sintomas, a mulher é que descobre que tem a doença e então supõe-se que seu parceiro sexual também tenha. Quando há corrimento uretral masculino, faz-se coleta e análise do sêmen. Já a análise de urina é menos sensível, correndo-se o risco de dar um falso negativo).

     Na mulher, o diagnóstico é feito após observação dos sinais e sintomas, do pH vaginal (torna-se menos ácido na presença deste protozoário) e após análise por microscopia da secreção liberada.

Tratamento

     O melhor tratamento é decidido entre o médico e o paciente, sendo que o mais habitual é a utilização de Metronidazol, Tinidazol ou Secnidazol, todos em dose única (2 g). Uma alternativa (e até mais eficiente, desde que seja realizada “à risca”) é o uso de Metronidazol, em menor dose, durante 7 dias.

     Os medicamentos de uso tópico não são recomendados (exceto quando há impossibilidade do uso por via oral), pois tem eficácia muito baixa. Vale destacar que já existem relatos de resistência do micro-organismo a medicamentos, o que aumenta ainda mais a importância de um correto acompanhamento médico e uma mudança no tratamento, caso ele julgue necessário. Outro ponto importante: O PARCEIRO SEXUAL TAMBÉM DEVE SER TRATADO!

     Importante: alguns desses medicamentos não podem ser tomados por mães que amamentam ou durante a gravidez (principalmente no primeiro trimestre). Em relação ao metronidazol, é bastante usado na gestação, por via oral, do segundo trimestre em diante.

Atenção: O site Saúde a Fundo tem apenas caráter informativo em relação às doenças. Jamais utilize essas informações como forma de substituir uma avaliação médica, pois apenas o médico poderá realizar um correto diagnóstico e um tratamento específico para cada caso. Não se automedique. É muito perigoso para a sua saúde!

Complicações

     Se não tratada, pode levar a complicações, como a prostatite e a infertilidade no homem. Na mulher, aumenta a predisposição para contrair HIV e desenvolver câncer de colo de útero (HPV). Além disso, há risco de infertilidade e pode provocar parto prematuro em gestantes.

Prevenção

– Prática de sexo seguro (evitar múltiplos parceiros e usar preservativos).

– Se seu parceiro está infectado, evite relações sexuais até a conclusão do tratamento.

– Não compartilhar objetos de uso íntimo, como biquínis, calcinhas e toalhas de banho.

– Não sentar em vasos sanitários públicos ou usados por desconhecidos.

– Cuidado com roupas de cama  e banho de hotéis/motéis.

– Evitar assentos molhados e visivelmente sujos.

– Em caso de infecção durante a gravidez, decidir juntamente com o médico o tratamento mais seguro e eficaz. Caso ainda esteja infectada na época do parto, a cesariana deve ser discutida e considerada.

Autor: Dr Wésley de Sousa Câmara

Referências:    
NEVES, David Pereira; Parasitologia Humana. 11ª edição, 2004. Editora Atheneu.
Bravo, Renato S; Giraldo, Paulo C et al; Tricomoníase Vaginal: o que se Passa?; DST – J bras Doenças Sex Transm 2010; 22(2): 73-80.  

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